quarta-feira, 27 de julho de 2016

Menina de 12 anos é nova vítima de estupro coletivo em Juiz de Fora MG


Uma adolescente de 12 anos pode ter sido a mais nova vítima de estupro coletivo na cidade. A delegada de Mulheres, Ângela Fellet, (na Foto), trabalha com a hipótese de a menina ter sido abusada por pelo menos cinco rapazes. Quando a história dessa vítima veio à tona, apenas uma pessoa era suspeita pelo crime. No entanto, com a gravação de um vídeo que acabou viralizando na internet – no qual ela aparece fazendo sexo oral em um rapaz -, outros jovens foram vistos ao redor dela. Todos já foram identificados pela Polícia Civil. Como os envolvidos são menores de idade, a delegada vai encaminhar para a Vara da Infância e Adolescência pedido de providências. Em junho, uma menina de 13 anos também foi vítima de estupro coletivo na Vila Olavo Costa. Treze homens, sendo dois deles adultos, foram identificados. Ela foi mantida em cárcere privado e a ação foi filmada e postada nas redes sociais.
No caso descoberto recentemente, a menina relatou à polícia que foi a uma festa no Bairro Vivendas da Serra, na Zona Nordeste da cidade, no dia 25 de junho, mesma data em que a adolescente de 13 anos foi vítima de violência sexual. Em um imóvel do bairro, ela praticou sexo oral em um jovem e afirmou que consentiu o ato. No entanto, por ter apenas 12 anos, o caso é tratado como estupro de vulnerável, que inclui adolescentes até 14 anos. Além disso, na filmagem, ela aparece cercada por mais quatro rapazes suspeitos de terem obrigado a menina a tocá-los. Por afirmar estar alcoolizada, ela não soube dizer se foi abusada por todos eles. Ainda na polícia, a menina revelou que já se relacionou sexualmente com outros garotos em ocasiões distintas.
Somente após a repercussão do vídeo na internet é que a mãe dela soube do crime e resolveu fazer a denúncia. O mesmo ocorreu com a jovem de 13 anos, cuja família reside na Vila Ideal. A mãe dela e o padrasto só descobriram que a adolescente estava em cárcere privado na Vila Olavo Costa depois de terem visto o vídeo no qual ela aparece. Nas imagens, gravadas em um imóvel abandonado do bairro, um homem tenta abrir a calça dela. Ao lado, outro rapaz aparece com o pênis sujo de esperma. A irmã da vítima reconheceu um dos autores e, só depois disso, foi possível encontrá-la. Os autores prometeram entregar a menina em até meia hora se a família não acionasse a polícia. Em 20 minutos, ela chegou em casa após mais de 12 horas em poder dos violadores.
Como havia tempo hábil, a menina estuprada na Vila Olavo Costa teve acesso a profilaxia preventiva de Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis disponibilizada pela equipe do Protocolo de Atendimento ao Risco Biológico, Ocupacional e Sexual, o Parbos, que funciona no HPS. Quanto à garota de 12 anos que foi vitimada no Bairro Vivendas da Serra, ela receberá acompanhamento do serviço.
Repercussão
Segundo a delegada de Mulheres, Ângela Fellet, os vídeos ajudaram a identificar os autores em ambos os casos. Ela ressalta, porém, que as gravações de atos criminosos passaram a circular na internet somente após o estupro coletivo ocorrido em maio, no Rio de Janeiro, quando 30 homens chegaram a ser suspeitos de violentar uma jovem e se gabaram do ato no Facebook. “Muitos pais não ficam sabendo que a filha foi vítima de estupro. No entanto, como os casos têm sido postados nas redes sociais, eles acabam descobrindo, e os crimes têm chegado ao conhecimento da polícia. Muitos que postam esses vídeos acreditam na impunidade, mas temos mostrado que, tanto a polícia quanto a Justiça, estão dando respostas eficientes contra isso. É necessário que esses episódios provoquem uma reflexão sobre as causas desse tipo de violência para que a sociedade possa atuar na prevenção.”( Fonte: Tribuna de Minas ) 

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